Brasahub
Voltar ao blog
Marketing5 min de leitura

Como montar delivery próprio sem comissão: guia em 7 passos

Delivery próprio devolve a margem que o marketplace leva, mas exige que você traga o cliente. Veja o passo a passo para montar o seu canal direto, definir taxa por zona e migrar quem já pede pelo aplicativo.

Por Equipe Brasahub · 21 de agosto de 2026

Toda comissão paga a um marketplace é margem que sai do seu caixa. Delivery próprio é o caminho para recuperar parte dela — desde que você aceite a contrapartida: no canal próprio, quem traz o cliente é você.

Este guia mostra o passo a passo, com o que costuma dar errado em cada etapa.

O que muda entre marketplace e canal próprio

MarketplaceCanal próprio
Quem traz o clienteA plataformaVocê
Comissão por pedidoSimNão
Dados do clienteDa plataformaSeus
Controle do preçoPressionado por promoçãoTotal
Custo para começarBaixoBaixo, mas exige divulgação
RecompraDepende do algoritmoDepende do seu relacionamento

A leitura correta dessa tabela não é "canal próprio é melhor". É: os dois fazem trabalhos diferentes. Aprofundamos essa lógica em iFood vs cardápio próprio.

Passo 1 — Monte o cardápio digital

O cardápio é a sua loja. Três regras que mudam o resultado:

  • Foto nos campeões. Não precisa fotografar tudo; fotografe os cinco itens de maior saída e os de maior margem.
  • Descrição que vende. Diga o que vem no prato. "X-Bacon" vende menos que "X-Bacon: 150 g de blend, bacon crocante, queijo prato e maionese da casa".
  • Complementos cadastrados. É onde o ticket cresce sem esforço — assunto de como aumentar o ticket médio com adicionais.

E o mais importante: o cardápio precisa aceitar pedido, não só exibir preço. Cardápio que é só imagem é panfleto digital.

Passo 2 — Defina zonas e taxas

Não cobre por bairro, cobre por faixa de distância. Três ou quatro zonas resolvem quase toda operação:

ZonaDistânciaTaxa exemplo
1até 2 kmR$ 5,00
22 a 4 kmR$ 8,00
34 a 6 kmR$ 12,00
4acima de 6 kmSob consulta ou não atende

Duas decisões que valem dinheiro:

  1. Mostre a taxa antes do fechamento. Taxa que aparece só no fim é a causa número um de carrinho abandonado.
  2. Defina um limite de raio. Entregar longe demais atrasa a rota inteira e derruba a nota da entrega em toda a fila.

Passo 3 — Escolha as formas de pagamento

Comece pelo que a sua operação já sabe fazer. Pagamento na entrega — dinheiro, cartão na maquininha, Pix direto para a sua chave — é o caminho mais simples e não adiciona intermediário.

Pagamento online no cardápio adiciona uma camada a mais (gateway, taxas, conciliação) e faz sentido quando o volume justifica. Não é pré-requisito para começar: muita operação roda bem no modelo de pagamento na entrega por anos.

Passo 4 — Organize o recebimento do pedido

O erro clássico é receber pedido próprio no WhatsApp pessoal e pedido do marketplace num tablet separado. Duas filas, dois lugares para esquecer alguma coisa.

O que funciona é um painel só, com todos os pedidos na mesma lista e o mesmo fluxo de status: recebido → em produção → saiu para entrega → entregue. A cozinha olha um lugar; você fecha um relatório.

Passo 5 — Resolva a entrega

Três modelos, cada um com um limite claro:

  • Entregador próprio (fixo). Melhor experiência e custo previsível. Só compensa com volume constante.
  • Entregador por demanda (freelancer). Flexível, bom para picos de fim de semana. Exige alguém coordenando.
  • Logística terceirizada. Escala sem contratar, mas o custo por entrega é o mais alto e você perde contato com o cliente na porta.

Comece pelo modelo que cabe no seu volume atual, não no volume que você espera ter.

Passo 6 — Traga o cliente para o canal

Aqui está o trabalho de verdade. O canal próprio não tem vitrine — você precisa construir a sua.

O que funciona:

  • Cartão no pedido do marketplace com QR Code do seu cardápio e um motivo concreto: frete grátis no próximo, adicional de brinde, desconto na segunda compra.
  • QR Code na mesa e no balcão, para quem já é cliente presencial pedir em casa.
  • Instagram com link do cardápio na bio, e story de bastidor mostrando o preparo.
  • Programa de fidelidade simples: a cada X pedidos, um item. Dá motivo para voltar ao seu canal, não a qualquer canal.

O que não funciona: pedir para o cliente "salvar o número" sem oferecer nada, e mandar mensagem em massa para lista comprada.

Passo 7 — Faça o cliente voltar

Aquisição é cara; recompra é barata. Duas rotinas simples sustentam o canal:

  • Cliente que sumiu. Quem pedia toda semana e some há 30 dias merece uma mensagem com uma oferta específica.
  • Aniversário do cliente. Cadastro simples, retorno alto.

Ambas dependem de você ter os dados — o que só acontece no canal próprio. É a razão econômica de existir do canal direto: no marketplace, esse cliente é da plataforma.

Quanto isso devolve para o seu caixa

Uma pizzaria com 600 pedidos/mês, ticket médio de R$ 62, pagando comissão de marketplace:

CenárioPedidos no marketplaceComissão paga/mês
Hoje (90% marketplace)540Sobre R$ 33.480 de venda
Meta (50/50)300Sobre R$ 18.600 de venda

Migrar 240 pedidos por mês para o canal próprio devolve a comissão de R$ 14.880 de faturamento — todo mês, para sempre. Esse é o número que paga o esforço dos sete passos.

Como o Brasahub entra nisso

  • Cardápio digital com QR Code e delivery por zonas estão no plano Essencial (R$ 69,90/mês).
  • Integração com o iFood entra no Profissional (R$ 139,90/mês), com os pedidos do marketplace caindo no mesmo painel dos pedidos próprios — resolvendo o problema das duas filas do passo 4.
  • CRM e fidelidade também no Profissional, para o passo 7.
  • Mensalidade fixa, sem comissão por pedido: cada pedido migrado para o canal próprio fica 100% com você.

Para ver aplicado ao seu nicho, veja sistema para pizzaria, sistema para hamburgueria ou sistema para marmitaria. O teste é de 8 dias e não pede cartão.

Perguntas frequentes

Delivery próprio dá para competir com marketplace?
Não em alcance — o marketplace tem muito mais gente procurando comida. Dá para competir em recompra: o cliente que já provou a sua comida não precisa procurar, precisa lembrar. É por isso que a estratégia mais rentável usa o marketplace para o primeiro pedido e o canal próprio para os seguintes.
Como definir a taxa de entrega por bairro?
Some o custo real da rota (combustível ou repasse ao entregador, mais o tempo do trajeto) e cobre por faixa de distância, não por bairro isolado. Três a quatro zonas costumam bastar. Deixe explícito o valor antes do fechamento do pedido: taxa surpresa é o principal motivo de carrinho abandonado.
Preciso de aplicativo próprio para ter delivery próprio?
Não. App próprio é caro de manter e o cliente não quer instalar mais um. Um cardápio digital com link e QR Code, que abre no navegador, resolve — e tem taxa de conversão maior porque não exige instalação.
Como faço o cliente do iFood virar cliente do meu canal?
Entregue algo físico junto com o pedido do marketplace: um cartão com QR Code do seu cardápio e um motivo concreto para o próximo pedido, como frete grátis ou um adicional. O que não funciona é pedir para o cliente 'salvar o número' sem oferecer nada em troca.
Vale a pena sair do iFood depois de montar o canal próprio?
Na maioria dos casos, não. O marketplace continua trazendo cliente novo, que é o que o canal próprio não faz sozinho. O objetivo é mudar a proporção: sair de 90% marketplace para algo como 50/50, não zerar a aquisição.

Feito para o seu negócio

Sistema de gestão para pizzarias

Sistema para pizzaria: PDV, cardápio digital com QR Code, gestão de pedidos delivery, controle de estoque. Teste grátis 8 dias.

Conhecer o sistema para pizzarias
+100 pedidos processados pela plataforma

Pronto para simplificar seu negócio?

Comece agora com 8 dias grátis. Sem cartão de crédito, sem compromisso. Não gostou? Cancele com um clique.

8 dias grátis
Sem cartão de crédito
Cancele quando quiser